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Outubro Rosa: Mitos e Verdades sobre o câncer de mama

Prevenir é o melhor remédio!

sexta-feira 2 outubro 2020 às 12:48

A campanha mundial “Outubro Rosa” é uma inciativa que visa a conscientização sobre a importância da mulher fazer o auto exame e a mamografia regularmente para a prevenção do câncer de mama.

Ano a ano, a Campanha traz informações sobre mitos e verdades, a importância de exercícios físicos, alimentação saudável e um bem estar mental na prevenção e na cura, além de diversos outros assuntos ligados a este tipo de câncer.

Com grande incidência entre o público feminino, a doença representou 25% do total de casos de câncer em mulheres no mundo em 2012, com quase 1,7 milhão de casos novos, segundo dados da Organização Mundial de Saúde. Além disso, esse tipo de tumor é a quinta causa de morte por câncer em geral. No Brasil, em 2020, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima 66.280 novos casos novos de câncer de mama, para cada ano do triênio 2020-2022. Esse valor corresponde a um risco estimado de 61,61 casos novos a cada 100 mil mulheres.

Embora grande parcela da população já tenha ouvido falar sobre a doença, o câncer de mama ainda envolve muito tabu, assim como informações equivocadas. Confira abaixo, alguns conceitos disseminados erroneamente, que foram explicados pela cirurgiã oncológica e mastologista do A.C.Camargo Cancer Center, Solange Maria Torchia Carvalho, em matéria disponível no site do instituto.

Câncer de mama só aparece em quem tem histórico familiar

Mito. A maioria das mulheres acometidas pelo câncer de mama não tem familiares com a doença.  “As estimativas mostram que aproximadamente 10 % dos casos têm origem hereditária”, revela Solange Maria Torchia Carvalho.

A história familiar, porém, influencia quando o parentesco é de primeiro grau, ou seja, se a mãe, a irmã ou a filha foram diagnosticadas. E ainda mais quando o tumor apareceu antes dos 40 anos. Nessas situações, a mulher deve redobrar a atenção e procurar o médico para a orientação da conduta adequada, inclusive com a realização de rastreamento genético.

Os principais fatores de risco para a doença incluem o tabagismo, a obesidade, o alcoolismo e o envelhecimento. Portanto, algumas medidas preventivas podem começar muito cedo, ainda na infância. Fique atenta! 

Câncer de mama é uma doença só

Mito. São vários os tipos e cada um tem nome e sobrenome. “Por essa razão, as respostas às terapias e a evolução da doença são diferentes”, comenta a médica. Há desde os tumores restritos à mama, até aqueles que escapam para outros tecidos. Existem os que crescem de maneira rápida e os que se desenvolvem lentamente, entre outras peculiaridades.

Graças aos avanços das últimas décadas, hoje também é possível classificar subtipos de acordo com estruturas da superfície celular e que estão envolvidas na divisão e multiplicação de células cancerosas. A partir dessa identificação, o médico elege drogas que agem direto no alvo e barram esse processo.

Amamentar protege contra o câncer de mama

Verdade. “Especialmente se a gestação for antes dos 30 anos de idade”, responde Solange. Também deve se considerar o período de aleitamento. Há evidências de que quanto mais prolongado, maior a proteção.

Esse elo se dá porque a amamentação reduz o número de ciclos menstruais e, consequentemente, da exposição a certos hormônios femininos que podem estar por trás do surgimento de tumores, caso do estrógeno. 

Ressalte-se que existem vários outros fatores que levam ao câncer e que, infelizmente, para algumas mulheres o fato de amamentar não determina prevenção.

O câncer de mama pode ser causado por um trauma (batida) nos seios

Mito. A batida não é capaz de desencadear o tumor. Não é por causa de um trauma que as células malignas vão se multiplicar de maneira desenfreada.

Entretanto, os machucados e hematomas ajudam despertar a atenção da mulher para essa região do seu corpo. “Ela tende a examinar com mais cautela a mama e pode deparar com nódulos já existentes”, comenta.

Desodorante pode causar câncer de mama 

Mito. Tudo indica que essa história começou por causa da presença de sais de alumínio nas formulações dos antitranspirantes – produtos que inibem a transpiração. Mas a Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária – assegura que não existe relação entre a substância e o tumor.

Parte dessa crença também se deve ao fato de que os desodorantes são aplicados na axila, região próxima ao tecido mamário.  “Mas não há dados na literatura científica que comprovem o elo”, assegura a médica.O mesmo vale para as hastes de metal que sustentam o bojo de alguns sutiãs. Não existe qualquer relação.

Se eu fizer o autoexame todos os meses não preciso fazer a mamografia 

Mito. Embora seja um aliado para despertar a consciência corporal, o autoexame, na grande maioria das vezes, não é capaz de flagrar o início de um tumor, na fase em que as lesões são muito pequenas. A palpação detecta caroços maiores.

Então, por mais que seja desconfortável, a mamografia é fundamental para o diagnóstico precoce. “Ela revela microcalcificações, nódulos menores e outras irregularidades”, explica Solange. Toda mulher, após os 40 anos de idade, deve realizar.

Também é importante estar atenta a alguns sinais, como diferenças consideráveis entre o tamanho dos seios, alterações nos mamilos e na pele da mama, inchaços incomuns na área, presença de secreções ou mesmo sangue, entre outros.

Câncer de mama pode ter cura

Verdade. Aqui muitos fatores devem ser considerados. Um dos mais importantes é o diagnóstico precoce. “Quanto menor a lesão identificada, maior a chance de cura”, afirma a médica. Entretanto, há que se ressaltar as diferenças entre os tipos de tumor. Cada paciente é única.

Também é fundamental destacar, que mesmo para os casos sem cura, os saltos da oncologia e o leque de opções terapêuticas, com medicamentos e tecnologias modernas, permitem o controle da doença e resultam em qualidade de vida.

 

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