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Manifestação discute do Judiciário ao trabalhador.

  Trabalhadores do judiciário federal do Piauí realizaram mais uma manifestação no dia sete de dezembro, em protesto pela retirada do PCS da pauta da comissão de finanças e orçamento do Congresso nacional. Nacionalmente 19 estados estão em greve, e tem ato nacional marcado para essa quarta-feira(14) em Brasília. Os servidores reuniram-se e traçaram um […]

terça-feira 13 dezembro 2011 às 0:55

Professor Ernesto explicando sobre as lutas históricas dos trabalhadores

 

Trabalhadores do judiciário federal do Piauí realizaram mais uma manifestação no dia sete de dezembro, em protesto pela retirada do PCS da pauta da comissão de finanças e orçamento do Congresso nacional. Nacionalmente 19 estados estão em greve, e tem ato nacional marcado para essa quarta-feira(14) em Brasília.

Os servidores reuniram-se e traçaram um debate sobre a situação dos trabalhadores e a dificuldade de fazer as lutas nesta conjuntura. “No judiciário hoje existem três vezes mais entradas de processo do que o número dos que são julgados e arquivados, e não existe Estado eficiente sem um judiciário que possa contemplar os anseios do seu povo. Existe um déficit claro de trabalhadores, desde os servidores aos magistrados. Mas em vez de nos unificarmos ficamos divididos por causa de funções, metas e prestigio profissional, em vez de fortalecermos o sindicato e pautar direitos coletivos” afirma Pedro Laurentino, diretor do Sintrajufe.

Depois de várias falas dos diretores e da própria categoria, o professor de marxismo Antônio Ernesto, que foi convidado no lugar da professora Lucineide que não pode estar presente por estar em atividade da campanha SOS UESPI, comentou sobre a conjuntura brasileiro fazendo uma ponte com a vida militante de Marx.

“Na Comuna de Paris, a França em 1870 viu uma crise econômica, o filho de Napoleão, entrou em guerra contra a Prússia para ganhar legitimidade com o povo. Mas, Luís Napoleão é preso. Corruptos e parasitas da nobreza ocupam o poder para fazer uma rendição honrosa. O exercito prussiano decide invadir Paris, e tentaram fazer acordo, mas com medo os corruptos armaram o povo. Quando conseguiram a “rendição” tentaram desarmar o povo, mas surgiu o movimento de trabalhadores e tomou o poder. A Comuna de Paris, duraram uns 70 dias e nesse curto período conseguiram teorizaram e experimentaram diversas questões que nos interessam, incluindo o Direito. Todos os cargos públicos tinham que ser eleitos, e poderiam ser removíveis a qualquer momento. Isso criava uma legitimidade, respeito e responsabilidade coletiva maior entre os servidores. No Brasil de hoje, o Estado apresenta-se com características das capitanias hereditárias. O “Estado cidadão” não acontece para boa parte da sociedade. O poder judiciário contempla as classes dominantes, por isso organizado para não funcionar de forma efetiva, “resolvendo” conflitos que em qualquer Estado sério não precisariam ser gerados” explica o professor Ernesto.

Professora Maria Sueli explicitando a questão socioambiental no Piauí

 Logo após, a professora Maria Sueli, da Universidade Federal do Piauí(UFPI) e coordenadora da campanha em defesa das águas, das terras e dos povos do Piauí comentou sobre o desenvolvimento e o os impactos socioambientais no Estado. “Vivemos um momento que a palavra chave que se propagandeia é desenvolvimento. O PAC hoje é o carro chefe no Brasil, empresas como a Vale do Rio Doce recebem 20 anos de isenções fiscais para explorar nossa natureza. Garantida obvio por verdadeiros códigos que não protegem as florestas. O governo estadual compromete-se a realizar obras de grande impactos socioambientais pelo interesse de pequenos grupos privados. O PIB do Piauí cresceu muito nesse período, mas não melhorou a renda média da população, porque esse dinheiro não fica no Piaui. Tem barragens desalojando quilombolas, que chegam a receber indenizações por suas casas no valor de 8 reais, monoculturas de eucalipto expulsando pequenos agricultores,. Sentenciados inclusive por juízes. Ficamos nos perguntando, desenvolvimento para quem?” afirma a professora Sueli.

Após o debate, os participantes avaliaram muito prazeroso e rico a discussão, e que deveria ser executado mais vezes. Dessa forma, na manifestação dessa quarta-feira, 14, a professora Lucineide será a convidada a fazer uma análise de conjuntura do Brasil, que será as 9 horas no prédio da Justiça Federal.

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