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NOTA do Sintrajufe Piauí – Se um povo marcha em protesto em meio à pandemia é porque seu governo é mais perigoso que o vírus!!

  O povo colombiano marcha, em meio à pandemia, contra uma reforma tributária que aumenta os impostos e lança sobre os trabalhadores as consequências da crise econômica, patrocinada pelo governo de Ivan Duque. Em dez dias de manifestações maciças contra a reforma tributária,  o país já tinha atingido a marca de 19 mortos, mais de 800 feridos […]

terça-feira 11 maio 2021 às 11:03

 

O povo colombiano marcha, em meio à pandemia, contra uma reforma tributária que aumenta os impostos e lança sobre os trabalhadores as consequências da crise econômica, patrocinada pelo governo de Ivan Duque.

Em dez dias de manifestações maciças contra a reforma tributária o país já tinha atingido a marca de 19 mortos, mais de 800 feridos e provocou o pedido de renúncia por parte do ministro da Fazenda, Alberto Carrasquilla.

O balanço de vítimas nos protestos iniciados em 28 de abril, foi atualizado à tarde pela Defensoria do Povo, que fiscaliza as ações do governo colombiano. Já o Ministério da Defesa calcula 846 feridos, entre civis e policiais. 

MASSACRE DEIXA 6 MORTOS

Somente na madrugada de segunda-feira, dia 03,  um novo massacre no município de Restrepo, no Vale do Cauda, Sudoeste da Colômbia, deixou seis mortos. Segundo comunicado da polícia, “vários indivíduos que circulavam em motocicleta” atiraram contra o grupo “sem trocar palavras”.

Três vítimas morreram no bar onde foram atacadas e as demais em uma unidade de saúde. As autoridades não deram pistas sobre a identidade dos atacantes ou sua motivação.

Na Colômbia, como no Brasil, os hospitais estão sem leitos e insumos e as vítimas fatais do covid-19 só fazem aumentar. Aqui, como lá, o governo também não se cansa de massacrar os direitos do povo, concedendo um auxílio emergencial de R$ 150,00 mensais aos desempregados, que mal dá para comprar o botijão de gás e pretende desmontar o Estado, com uma reforma administrativa que destrói o serviço público e sucateia o SUS e acaba com direitos históricos dos servidores, como a estabilidade e o concurso público.

Execução em massa na favela do Jacarezinho

No Rio de Janeiro, como em Cali, os pobres e negros também estão sendo mortos pelas balas criminosas da polícia, como ocorreu na favela do Jacarezinho, onde a pena capital – inexistente no nosso ordenamento jurídico – foi sumariamente aplicada em massa, sem que as vítimas tivessem sequer direito de defesa.

Ao sul do Equador, com raras exceções,  o Estado e seu aparato repressivo são colocados a serviço dos ricos. As balas seletivas não atingem os ladrões engravatados e de colarinho branco, a não ser como queima de arquivo. Nas mansões e  condomínios de luxo – onde regra geral o dinheiro do tráfico é lavado – a polícia chega com flores, falando baixo e muitas vezes é enxotada sem qualquer reação.

Os nossos Hermanos da Colômbia, Equador, Bolivia, Paraguai (que foi às ruas e destituiu o ministro da saúde) e até mesmo dos EUA –onde  negros e negras se levantaram em reação ao assassinato de George Floyd – apontam para todos nós que as ruas continuam sendo o palco principal da luta popular.

O fascismo é um regime apodrecido, mas não cai de podre. Precisa ser derrubado! Mas não o será pela internet ou pelas redes sociais. A sua derrota virá das ruas, das manifestações, da insurreição popular. Historicamente sempre foi assim. E não será diferente agora.

Como bem disseram os colombianos: “se um povo marcha em protesto em meio à pandemia, é que seu governo é mais letal que o vírus!”.

O Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal do Piauí manifesta sua solidariedade ao povo colombiano e o seu repúdio à ação policial criminosa contra os moradores da favela do Jacarezinho no Rio de Janeiro. E conclama a todos e todas a se erguerem contra o governo genocida de Bolsonaro. Em todos os cantos, a todo o momento.

FORA BOLSONARO!!

VACINA PARA TODOS E TODAS!!

AUXILIO EMERGENCIAL DE R$ 600,00!

 

 

 

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