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Paralisação dos Servidores do Judiciário no TRE reforça greve nacional

Mesmo sendo ameaçados pelo presidente do TRE de chamar a polícia, servidores não recuam na Luta por seus direitos. Por Vinícius Oliveira O Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal do Piaui (Sintrajufe) realizou com sua categoria uma paralisação de seus trabalhos na data de hoje, 18,  e concentrou os trabalhadores na sede do Tribunal regional […]

terça-feira 18 outubro 2011 às 18:33

Mesmo sendo ameaçados pelo presidente do TRE de chamar a polícia, servidores não recuam na Luta por seus direitos.

Por Vinícius Oliveira

O Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal do Piaui (Sintrajufe) realizou com sua categoria uma paralisação de seus trabalhos na data de hoje, 18,  e concentrou os trabalhadores na sede do Tribunal regional Eleitoral (TRE) para realização de uma Assembléia geral. Na quinta o Sintrajufe-PI entra efetivamente em greve, decretado há mais de um mês. O marco da greve por tempo indeterminado será no Fórum Trabalhista, perto do Corpo de Bombeiros, a partir das 7h.

Logo cedo, às sete horas, o comando de greve passou nos locais de trabalho convocando toda a categoria a estar presente nas mobilizações. Segundo Fagner José, do comando de greve e trabalhador do TRT, “O pessoal tá sentindo a necessidade do aumento real. Algumas pessoas ainda tem medo, ou fica apático, devido a toda a inércia social que vivenciamos, mas mesmo assim, estamos percebendo que cada vez mais colegas vem aderindo as mobilizações e tenho certeza que lutando conseguiremos nosso direito ao reajuste.”

Realizando sua Assembléia pacificamente no hall do TRE, os servidores foram surpreendidos pela atitude do presidente do TRE, Raimundo Eufrásio, que ameaçou chamar a polícia para retirar os grevistas do prédio. “Isso só mostra o autoritarismo do Judiciário Brasileiro e como é tratado o trabalhador do judiciário, onde o assédio moral e as ameaças são frequentes a quem luta pelos direitos da categoria, não temos reajuste desde 2006, e quando ousamos lutar pacificamente somos ameaçados por quem acredita que o espaço público, pertence à indivíduos” alerta Madalena Nunes, diretora do Sintrajufe.

Mesmo assim, os trabalhadores decidiram por unanimidade permanecer no local. Realizando ainda um debate com Givanildo Manoel “Giva”, militante dos direitos humanos e do Tribunal Popular, que veio de São Paulo, e falou um pouco para os servidores sobre a crise capitalista, a importância da greve e divulgou o lançamento do livro do Tribunal Popular que será realizado essa quinta-feira às 18 horas no Clube dos Diários.

“Estamos vivenciando um momento de crise do sistema do capital, onde não fomos nós que a criamos, foram os bancos e a grande especulação imobiliária mas infelizmente o que aponta o governo Dilma é que seremos nós os únicos que pagaremos, existe uma proposta de lei pra ser votada amanhã no Congresso que quer fechar aumento zero para os trabalhadores e nada de concurso público durante o próximo período, e as greves são fundamentais para resistência de nossos direitos sociais e a luta por uma vida digna e igualitária para todos.” argumenta Giva.

A avaliação é que a atividade foi extremamente positiva. “No TRE tivemos uma adesão muito boa, e a mobilização hoje foi fundamental. Setores primordiais já pararam a partir de hoje, além do fato de não termos recuado com a ameaça de polícia como bem explica Rivelina Rodrigues, trabalhadora do TRE.

“Servidor melhor remunerado, significa melhor serviço jurisdicional para a população” lembra o advogado William Guimaraes que passava no local, e nesse contexto de força e união da categoria, a deliberação da greve foi reforçada por consenso e o comando de greve foi ampliado.

“Agora a tarefa de cada servidor é trazer mais uma pessoa pra adesão ao nosso movimento, praticamente todo o Brasil irá parar essa semana, e com união, empenho e mobilização conseguiremos o nosso direito ao reajuste e nosso Plano de Cargos e Salários aprovado. A nossa luta apenas está começando” alerta Madalena Nunes.

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