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Poesia: Clamor dos Justos

Clamor dos justos A mão que empurra pra morte O dedo que aperta o gatilho O pé assassino e veloz Escondido atrás do volante São gerados no ventre da impunidade Que é filha da covardia Que grassa em nossa cidade Que é traça que nos acaba Que graças ao domínio de uns Sobre a desgraça […]

quarta-feira 31 agosto 2011 às 16:53


Clamor dos justos

A mão que empurra pra morte

O dedo que aperta o gatilho

O pé assassino e veloz

Escondido atrás do volante

São gerados no ventre da impunidade

Que é filha da covardia

Que grassa em nossa cidade

Que é traça que nos acaba

Que graças ao domínio de uns

Sobre a desgraça de todos

Vai se perpetuando nas ruas

Invadindo as calçadas

Ocupando as construções

Deixando rastros de corpos

-Donizetes, Fernandas, Neveritas-

Gente, gente e mais gente

Quantos mais? Até o etc e tal?

Até que a memória imune

Esqueça a cena do crime

Até que a dor fique impune

No cemitério dos vivos

Até que o clamor dos justos

Caduque e fique demente

Pedro Laurentino Reis Pereira

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