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Senado marca data para PM explicar violência contra estudantes em Teresina

Do Portal AZ em Brasília O senador Pedro Simon (PMDB-RS) – foto, ao presidir a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal, na tarde desta quarta-feira (23), marcou para o próximo dia 1º de março, às 9 horas, audiência pública onde serão discutidos os abusos da Polícia Militar do Piauí durante as manifestações […]

sexta-feira 24 fevereiro 2012 às 16:37

Do Portal AZ em Brasília

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) – foto, ao presidir a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal, na tarde desta quarta-feira (23), marcou para o próximo dia 1º de março, às 9 horas, audiência pública onde serão discutidos os abusos da Polícia Militar do Piauí durante as manifestações de estudantes contra o aumento das passagens de transporte público.

A princípio a data da audiência estava prevista para ocorrer próxima segunda-feira (27), porém, diante da inviabilidade de contactar todos aqueles que devem comparecer ao encontro, o senador resolveu adiar a reunião para próxima quinta-feira (1º). Os autores do requerimento da audiência são os senadores Paulo Paim (PT-RS) e Aloysio Nunes Ferreira (PSDD-SP).

O requerimento aprovado no início do mês convida o estudante Hudson Silva, aluno de filosofia na Faculdade Federal do Piauí. O jovem, ao participar de uma das manifestações organizadas em Teresina, teve a visão de um dos olhos prejudicada, após ser atingido por fragmentos de uma bomba de efeito moral usada pela PM na repressão ao ato.

Também foram convidados a prestar depoimento perante a Comissão o estudante Deolindo de Sousa Moura, a superintendente Municipal de Transportes e Trânsito de Teresina (STRANS), Alzenir Porto, a promotora Clotilde Carvalho e o Comandante Geral da Polícia Militar do Estado, Rubens da Silva Pereira.

“É imprescindível o convite para que a vítima explique a atuação do governo naquele episódio”, afirmaram os senadores no documento. No requerimento, Paulo Paim e Aloysio Nunes classificaram de “atos de violência” o comportamento da PM do Estado.

As manifestações contra o aumento da passagem em Teresina foram deflagradas no início de janeiro deste ano. Os atos de rua se estenderam por três semanas e perderam gás após a prefeitura de Teresina antecipar metas do sistema de integração implantado na cidade em 2012.

Entre outros abusos, o Comandante da PM terá que explicar o porquê que estudantes foram atingidos com spray de pimenta quando estavam ao chão, sem oferecerem nenhuma resistência.

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