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Servidores discutem mobilização em assembleia na Fazendinha

Às 9h da manhã da quarta (18) os servidores da Fazendinha estavam reunidos para discutir a mobilização pela aprovação do Plano de Cargos e Salários dos trabalhadores do Judiciário. Além da revisão salarial, foram discutidos pontos como assessoria Jurídica do Sindicato e a mensalidade de filiação. Os diretores comunicaram que para melhorar a assessoria jurídica, […]

quarta-feira 18 abril 2012 às 15:09

Às 9h da manhã da quarta (18) os servidores da Fazendinha estavam reunidos para discutir a mobilização pela aprovação do Plano de Cargos e Salários dos trabalhadores do Judiciário. Além da revisão salarial, foram discutidos pontos como assessoria Jurídica do Sindicato e a mensalidade de filiação. Os diretores comunicaram que para melhorar a assessoria jurídica, o sindicato contratou o advogado Ibanês Rocha, que irá acompanhar o andamento dos processos do Sindicato em Brasília. O valor da mensalidade será rediscutido  no Congresso da categoria, a ser realizado em agosto.

O diretor Pedro Laurentino alertou os servidores da conjuntura política. Ele afirma ser a presidente Dilma insensível com a questão da revisão salarial dos servidores e que, Cézar Peluso, presidente do STF, deixa o cargo nesta quinta (19) sem ter feito nada em prol da valorização salarial da categoria. Lembra que O PCS estava em pauta na sessão da CFT na semana passada, mas que não foi votado por falta de quórum e que hoje se encontra novamente na pauta do dia.

A diretora Antonia Goudinho ressaltou que uma das promessas do novo presidente do STF, Ayres Brito, é solicitar que o CNJ faça um documento demostrando o nível de migração de servidores do Judiciário para outros Poderes em virtude da defasagem salarial da categoria. Alguns servidores acreditam que Ayres Brito terá uma postura mais atuante em relação ao PCS que os seus antecessores, ministros Cézar Peluso e Gilmar Mendes.

Acerca da pesquisa que o Sindicato realizou e que demonstra  52% da categoria dizer apoiar a greve, mas não participar do movimento; diretores e servidores concordam que esse quadro deve mudar. O diretor Gilvan Santos citou a greve dos professores como um momento daquela categoria que precisa servir de exemplo para os demais. “É preciso ter a capacidade de se indignar com o nosso salário. Os professores estão em uma greve forte porque chegaram a um ponto que para eles é inaceitável que o governo não pague o piso salarial.”

A diretora Madalena Nunes diz que o único caminho é apostar na capacidade de organização coletiva. Ela coloca que a intenção do governo é ‘desmantelar’ o serviço público, daí os seis anos sem reajuste salarial dos servidores do Judiciário serem apenas uma das metas para chegar ao desaparelhamento do Estado. Madalena ressalta que é preciso um engajamento de todos para deflagrar uma greve forte nos próximos dias, inclusive dos servidores que possuem função. “Se nós pensarmos em uma greve sem os detentores de função, não dá nem pra cogitar o movimento, porque 60% dos servidores detém função, é preciso que todos participem.”

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