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Sintrajufe reivindica mudanças em reunião com o presidente do TRT

Nesta quinta, 4 de agosto, o Sintrajufe-PI se reuniu com o desembargador e presidente do TRT, Jim Boavista. Os diretores trataram sobre ponto eletrônico, o horário de atendimento ao público e os prazos estipulados para os andamentos de processo. O encontro aconteceu na sala do desembargador, na sede do TRT-PI, às 17h. O diretor Pedro […]

sexta-feira 5 agosto 2011 às 15:09

Nesta quinta, 4 de agosto, o Sintrajufe-PI se reuniu com o desembargador e presidente do TRT, Jim Boavista. Os diretores trataram sobre ponto eletrônico, o horário de atendimento ao público e os prazos estipulados para os andamentos de processo. O encontro aconteceu na sala do desembargador, na sede do TRT-PI, às 17h.

O diretor Pedro Laurentino começou a reunião discutindo a forma de registro do ponto eletrônico. Ele explica que o relógio não computa automaticamente o tempo a mais que os servidores ficam no trabalho. Segundo ele, é necessário solicitar ao chefe imediato que autorize o registro das horas.

“Se eu chego dez minutos atrasado, ou saio dez minutos antes, o computador alerta imediatamente, mas se eu ficar dez minutos (…) meia hora a mais, ele não compensa.” Pedro defende que a compensação de horas seja feita imediatamente, sem a necessidade de pedir autorização do chefe imediato para registar o tempo excedido.

O desembargador Jim Boavista disse não saber dessa burocracia, mas pediu ao juiz auxiliar da presidência que verificasse e providenciasse a mudança. O juiz, Roberto Braga, alega que a autorização do chefe imediato é uma forma de evitar que alguns servidores registrarem horas extras que não tenham trabalhado; ele explica: “Às vezes a pessoa termina o serviço, mas antes de bater o ponto, passa no caixa eletrônico, ou acaba se envolvendo em conversas pessoais com algum colega que tomam dez minutos, meia hora (…), por isso é importante de o chefe imediato ratifique se realmente houve hora-extra.”

Pedro Laurentino rebateu dizendo que não se pode generalizar a conduta dos servidores. Depois de muita conversa, o consenso veio com a promessa do juiz e do presidente, de instalarem pontos eletrônicos em cada andar dos prédios do Tribunal a fim de evitar tais problemas. A partir de então, eles alegam que será feita a compensação imediata das horas-extras.

A diretora Antônia Goudinho perguntou sobre a liminar que revogara a decisão do CNJ de atendimento ao público de 9h às 18h. Ela relata que o horário acaba dificultando o trabalho, já que o número de servidores está aquém da necessidade. O desembargador concordou com a servidora de que é preciso contratar mais servidores no TRT, inclusive pediu apoio do sindicato nas reivindicações por mais verbas e mais servidores para o órgão. Jim, no entanto disse que irá manter o horário de atendimento de 9h às 18h, até sair o mérito da liminar que revoga a decisão do CNJ.

Ao fim da conversa perguntamos ao desembargador sobre a decisão do corregedor do Tribunal que estipula prazos para o andamento dos processos nas varas. Ele diz entender o déficit de servidores, mas vê a medida como mais uma forma de organizar o andamento dos processos para conseguir celeridade. Sobre o risco de servidores sofrerem processo administrativo, ele afirma não haver motivo para preocupação, já que o TRT é um dos Tribunais no Brasil com excelência em cumprir os prazos do CNJ. Ele reforça que mesmo ocorrendo atrasos, ainda depende da iniciativa de um juiz abrir o processo administrativo contra o servidor, para então averiguar as causas. “Desde que a medida foi implantada, não foi aberto nenhum processo administrativo. Os nossos servidores merecem parabéns pelo trabalho que vêm fazendo há muito tempo.”

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