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NOTA DE ESCLARECIMENTO

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A diretoria colegiada do Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal do Piauí – SINTRAJUFEPI – diante dos fatos ocorridos no Grupo de Trabalho do Fórum de Carreira, do CNJ, no último dia 09 de julho, quando da votação de proposta de reajuste linear para 2026, vem prestar o seguinte esclarecimento às servidoras e aos servidores do Judiciário Federal do Piauí:

1 – No contexto em que a votação ocorreu, consideramos um grande equívoco abster-se diante das duas únicas opções existentes. Entre a proposta dos Diretores Gerais dos Tribunais Superiores (8% sobre o VB) e a proposta de acordo construído entre a FENAJUFE e SINDJUS DF (5% sobre o VB +165% de GAJ=16%) não poderia restar dúvida a nenhum dirigente sindical de optar pela proposta que proporcionasse um reajuste maior ao conjunto da categoria, inclusive para demarcar campo frente à rebaixadíssima proposta da administração;

2 – Mesmo sem garantia alguma que os termos do acordo FENAJUFE/SINDJUS-DF fossem abraçados pelos Tribunais, essa postura (abstenção de 2 coordenadores da FENAJUFE) será utilizada como pretexto pelas administrações superiores para colocar em prática o desejo incontido da Magistratura durante todo o processo: entregar migalhas aos trabalhadores do PJU e reservar para si a parte do leão no bolo orçamentário, para que continue financiando os seus sucessivos e milionários penduricalhos. Ainda que o jogo seja de cartas marcadas – e de fato o é – não se pode entregar ao dono da banca mais poder do que ele já possui para definir o futuro dos nossos salários. As administrações que arcassem sozinhas com o ônus de pisotear sobre os nossos pleitos;

3 – A margem de manobra para aumentar a proposta que restou na mesa (8% VB) estreitou-se consideravelmente.  Com um reajuste mais robusto – mesmo com incidência maior sobre a GAJ que sobre o VB – haveria mais folga orçamentária para negociar uma sobreposição de tabela que diminuísse o fosso salarial entre técnicos e analistas. O STF tem até o final de agosto – quando será definida o orçamento de 2026 – para bater o martelo sobre o nosso reajuste linear e enviar o respectivo projeto ao Congresso Nacional. Até lá – por mais escassas que sejam as nossas chances reais – é necessário aumentar a vigilância e a pressão sobre o andar de cima para assegurar, pelo menos, a reposição dos índices inflacionários dos últimos 3 anos. Afinal, a sabedoria popular costuma afirmar que o jogo só acaba quando termina;

4 – Reafirmamos também que chegamos a essa encruzilhada – definir sobre duas propostas que nem de longe refletem o que foi aprovado nas instâncias de deliberação da categoria – muito pela inação da FENAJUFE, que apostou todas as suas fichas em negociar, sem convocar a categoria a mobilizar-se unificadamente no Brasil. Como afirmado na carta à FENAJUFE, aprovada na semana passada aqui no Piauí, o debate sobre o nosso PCCS foi abandonado e o reajuste emergencial atropelou a proposta originária de reajuste escalonado, com uma sobreposição de tabelas que diminuísse o abismo salarial interno a que estamos submetidos. Negociar sem mobilizar leva inevitavelmente ao rebaixamento dos nossos direitos;

5 – Por fim, entendemos que o caminho da luta coletiva e sindical é um aprendizado constante. Devemos condenar os erros, sem deixar de aprender com eles. Mas sobretudo reconhecer que sem os acertos e esforços do movimento sindical talvez nossos anseios e direitos sequer fossem levados em consideração quando a alta direção se reúne para decidir o orçamento dos Tribunais, como no momento atual.  Mais do que ninguém somos nós, servidoras e servidores, que carregamos nas costas essa imensa máquina do Poder Judiciário da União. Mas dispersos, pouco valemos. A união em torno da organização sindical é que nos transforma em uma categoria com identidade própria, a ser ouvida, temida e respeitada pelo governo e pelos patrões.

Fortaleça a luta, filie-se ao SINTRAJUFE!